PROJETO TRINA ESPORTIVA DA VILLA NACPC
PROJETO TRINA ESPORTIVA
 

Em 2013, aconteceu o projeto Trina Esportiva da Villa NACPC que foi resultado do Projeto Portas Abertas para a Inclusão – Esporte para todos. A iniciativa teve como objetivo colaborar para a construção do legado social da Copa do Mundo em nosso país e garantir melhores condições de aprendizagem aos estudantes com deficiência nas escolas regulares.

O projeto Trina Esportiva da Villa NACPC teve apoio do Instituto Rodrigo Mendes, Fundação FC Barcelona (FCB) e o UNICEF,    que o promoveram juntamente com a SME- Secretaria Municipal de Educação Esporte e Lazer de Salvador e teve o objetivo de desenvolver a cooperação e o espírito de participação entre os pares com e sem deficiência da Escola Municipal Montanha Pondé e as demais crianças com paralisia cerebral que estudam em outras escolas municipais e realizam atendimento de Saúde e AEE no NACPC, através dos esportes adaptados e dos jogos e brincadeiras.

  Durante os meses de setembro e outubro, em ações interdisciplinares entre as áreas de saúde e educação, foi possível a participação dos grupos mistos, de crianças com e sem deficiência, além dos pais para o conhecimento e vivência dos três esportes adaptados: Bocha, Futebol de Sete e “Golfinhos e Piabas” este já implantado em momento anterior que preza a participação em atividades aquáticas.

1. Bocha O jogo de bocha tornou-se um Esporte Paralímpico em 1984 e já está sendo praticado em mais de cinqüenta países em todo o mundo. Tem como principal característica, oportunizar a prática por pessoas que apresentam grau severo de comprometimento motor e/ou múltiplo. O jogo de bocha é um jogo competitivo que pode ser jogado individualmente, em duplas ou em equipes e todos os eventos podem ser mistos – homens e mulheres competem juntos e igualmente. A sua finalidade principal é a mesma do bocha convencional; ou seja, encostar o maior número de bolas na bola branca alvo, também denominada Jack.

2. Futebol de Sete Outro esporte escolhido para compor a trina esportiva foi o Futebol de Sete, para os alunos com paralisia cerebral que deambulam (andam) e buscando envolver todos alunos dos grupos 04 , 05 e 06 da Escola Municipal Montanha Pondé que não apresentavam nenhuma dificuldade motora. Em nosso jogo, cada equipe tem sete jogadores em campo, em grupos mistos de crianças com e sem deficiência. As regras são praticamente as mesmas do futebol convencional. As duas principais alterações são a ausência de impedimento e a cobrança do lateral, que pode ser feito com uma ou duas mãos. As partidas são disputadas em dois tempos de 30 minutos cada. O futebol de sete faz parte do Programa Paraolímpico desde os Jogos de Nova York e Stoke Mandeville, em 1984. Foram feitas muitas adaptações em função da nossa realidade, no tempo na quantidade de jogadores e nas regras, mas foi emocionante a participação de todos no futebol, a paixão nacional!!!

3. Golfinhos e Piabas - Natação Finalmente, envolvendo as atividades aquáticas, optamos pela Natação para Todos, através do projeto já existente “Golfinhos e Piabas” que prevê a participação dos cuidadores para os estudantes com maior comprometimento motor e os demais interessados em participar das atividades esportivas. 

A estratégia de Inscrição de atletas interessados serviu apenas para os festivais que aconteceram aos sábados, após uma semana de vivência de cada esporte, todos os alunos matriculados na escola/NACPC nas aulas de educação física, durante todo o mês de setembro e outubro, participaram dos “treinos” semanais de cada esporte, e todos que desejaram se inscrever puderam participar dos festivais aos sábados. 

No dia 31 de agosto foi realizado o lançamento do projeto na escola, quando contamos com a presença de professores de Educação Física para palestrar sobre paradesportos, especificando os esportes trabalhados no projeto e sua contribuição para a inclusão, dois convidados externos, as professoras responsáveis pelo projeto e a professora de natação da instituição, além da coordenadora geral da instituição. Todos os pais e estudantes da instituição, professores, coordenações e direção foram convidados a comparecerem.

Os trabalhos foram iniciados com Hino Nacional Brasileiro cantado por todos, depois a apresentação dos objetivos do projeto, as palestras sobre os esportes adaptados e demonstração do jogo pelos alunos presentes. Os pais que acompanhavam as crianças pediram para jogar também, num momento de grande alegria para todos os presentes.

Durante a primeira semana do mês de setembro, a vivência do esporte adaptado "Bocha" que seria primeiramente direcionado às crianças com maior comprometimento motor, já começava com RESULTADOS POSITIVOS, na necessidade de incluir estudantes com e sem deficiência, apesar de ser um esporte criado para atletas com dificuldades motoras mais severas.

Para aqueles alunos que não tinham dificuldades motoras, a boche era um esporte completamente novo e diferente. Então, para qua a participação fosse de todos, tais alunos foram designados como auxiliares do esporte, exemplo: arbitragem, calheiro, etc. Eles aceitaram e participaram efetivamente!!! Muitas foram as alternativas pedagógicas escolhidas ora teóricas ora práticas esportivas no intuito de fazer do esporte um momento inclusivo, um dos momentos marcantes aconteceu justo em uma sala ampla, com estudantes com paralisia cerebral e também alunos sem deficiência, quando pintaram números de 01 a 10 para depois colarem em papel metro, formando um tapete para treino do jogo de Bocha, somando os pontos de acordo com os números onde a bola parasse. Foi um momento ímpar para nossa escola, ver todos trabalhando em conjunto, achando alternativas para a escrita por eles mesmos, sem intervenção dos professores.

O processo de inclusão aconteceu de forma natural com a aceitação do esporte por todos os alunos da escola, foram realizados jogos de grupos mistos, até mesmo os pais e responsáveis solicitaram a participação no jogo, sendo que todos jogaram sentados em cadeira de rodas.
Na terceira semana iniciamos a vivência do Futebol. Durante as aulas de educação física, os estudantes da Educação Infantil, Ensino Fundamental, Escola Transitória e AEE, jogaram futebol adaptado, ora diminuindo a área de jogo, ora utilizando uma bola maior para os cadeirantes, e até no Festival, nosso campinho precisou ser adaptado, não seguindo na totalidade as regras do esporte.

Por fim, o projeto "Golfinhos e Piabas", existente desde 2007. Começamos com uma atividade aquática lúdica envolvendo estudantes, primeiro com acompanhantes, depois grupos mistos de toda a escola, além de convidados que acompanham os estudantes durante a sua permanência na escola.
Tivemos momentos de ações interdisciplinares entre as áreas de saúde NACPC e a escola, entre os pedagogos e a educação física, quando estes puderam auxiliar os estudantes com maior dificuldade durante a prática. Enfim, não precisamos de muito para fazer as coisas acontecerem, basta ter sensibilidade e vontade: parafraseando a escritora baiana Mabel Velloso “ter a carta do ABC na manga, ou seja: Amor, Bondade, Carinho e tudo acontece e faz a gente ser feliz na vida!” O projeto Trina Esportiva da Villa NACPC foi um verdadeiro sucesso!!

Bocha - trabalho interdisciplinar em sala de aula: reconhecimento de números
Bocha - alunos com e sem deficiência se divertindo juntos
Bocha - Adaptação de calha para quem jogou com os pés
Bocha - Todos jogaram sentados, crianças com e sem deficiência
Futebol de Sete: todos participando
Futebol de Sete: participando com auxilio
Futebol de Sete: participando da forma como conseguia
Futebol de Sete: todos incluidos
Projeto Golfinhos e Piabas: participação efetiva das mães
Projeto Golfinhos e Piabas: em ação interdisciplinar com a fisioterapia
Projeto Golfinhos e Piabas: em ação interdisciplinar com a professores, identificando números e cores
Projeto Golfinhos e Piabas: todos nadando juntos

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